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  • Jota Oliveira

Qual o nível de estoque ideal para cada seção do supermercado ?


Quando o assunto é o nível de estoque, não existe uma verdade absoluta. Um supermercado mais longe dos grandes centros de distribuição, onde há maior dificuldade de abastecimento, naturalmente opera com volume de armazenagem muito superior ao de outro que atua mais perto. O supermercadista tem muito medo de ruptura, e com isso acaba tendo um estoque acima do necessário. O problema é que o custo de manter estoque parado pode ser alto tanto financeiramente quanto operacionalmente. Afinal, a medida que aumenta a quantidade de produtos armazenados em depósitos, cresce o risco de perdas com embalagens estragadas e prazo de validade vencido. Todo supermercadista deve definir em R$ quanto de estoque deve ter.

Hoje quando se fala em controle total de estoque, não estamos falando de algo que deve ser feito e sim algo que já está rodando. Não existe como se controlar um supermercado sem controle total de estoques. A relação ESTOQUE X VENDAS X COMPRAS sempre andam juntas.

7 passos para operar com estoques NA MEDIDA CERTA

1 » Em primeiro lugar, é preciso ter dados precisos sobre o nível de estoques por categorias e o tempo que demoram para girar. Quanto mais detalhes – marca e item –, melhor. Fazer inventários periódicos é uma maneira de manter essas informações sempre atualizadas.

2 » Analisar cada caso, a partir do seguinte raciocínio: se o fornecedor entrega o produto a cada 5 dias e o seu estoque é suficiente para 10 dias de vendas, já existe aí uma oportunidade de reduzir a cobertura de estoque pela metade.

3 » A fase seguinte é levantar dados confiáveis sobre a performance dos fornecedores: se entregam no prazo ou atrasam (nesse caso, quantos dias demoram para entregar); se fornecem o pedido completo ou se sempre com falta de alguma mercadoria (e qual é o percentual de itens entregues. Por exemplo: 60% do pedido, 30% etc.).

4 » É preciso ainda avaliar por que existe demora no recebimento ou por que o pedido não chega inteiro: a distância entre a cidade (ou bairro) onde fica a loja e o centro de distribuição do fornecedor, trânsito, leis que impedem circulação de caminhões, entre outros.

5 » Após levantar as informações descritas nos passos 3 e 4, é importante calcular a margem de segurança. Caso o fornecedor costume atrasar 2 dias, é bom somar esse período ao nível de estoque desejado. Isso é importante porque muitos supermercadistas simplesmente chutam a margem de segurança para o alto, em vez de calcular com base em dados concretos.

6 » Uma forma de analisar se o estoque está acima do necessário é delimitar visualmente o espaço de armazenagem de cada categoria. Isso pode ser feito, por exemplo, com marcações no chão do depósito. Se for preciso mais espaço do que aquele delimitado, significa que o estoque está acima do necessário e é possível diminuir o volume comprado.

7 » Deve-se realizar reuniões semanais com a área comercial para acompanhar os índices de ruptura, perdas e cobertura de estoques. A ideia é que o setor justifique os desvios que ocorrerem nesses indicadores. Mas, atenção, é preciso analisar esses dados conjuntamente, uma vez que um influencia o outro diretamente.

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